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Glossário (ligeiramente) ilustrado de termos de windsurf...

...para facilitar o entendimento das palavras e gírias usadas em revistas, conversas ou listas de discussão. Cada verbete terá, quando for o caso, seu equivalente em inglês (para facilitar a leitura de revista estrangeiras), e a definição.
Esta lista é resultado de uma criação coletiva de velejadores amigos da BL3 que teve mais de 130 participações nos seus primeiros três dias.


inglês. Manobra em que o velejador salta bem alto, sem soltar os pés das alças, gira a prancha 180º e vira a vela no ar. Assim ele já cai com a prancha virada para o outro lado e com a vela pronta pra sair planando. Freestyle and Just For Fun.

 

gir. O que todos gostaríamos de ter, para poder velejar sempre que ventasse.

 

tec. (Palavra gritada durante velejo): Pedido de preferência ao se cruzar outra prancha ou embarcação.

 

(footstraps ou straps)
tec. Cintas colocadas na parte traseira da prancha, onde o velejador encaixa o pé para adquirir mais estabilidade e controle durante o velejo. "Colocar os pés nas alças" é um dos fundamentos que todo windsurfista deve aprender.

 

gir. Ficar com medo.

 

(go downwind)
tec. Afastar o bico da prancha da linha do vento.

 

tec. Apêndice flexível colocado na rabeta de algumas course boards para diminuir a tendência a spinout.

 

Alto

inglês. Loop no qual a rotação da prancha é para trás.

 

(catapult)
gir. Mesmo que catapulta. Mais usado na região Nordeste.

 

(windward )
tec. O lado de onde vem o vento .

 

(choppy)
gir. Diz-se da água agitada, com muitas marolas.

 

inglês. Técnica usada para iniciar o velejo a partir da praia (daí o nome). Estando com água até, no máximo, a altura da cintura, o velejador ergue o rig o suficiente para encher a vela com vento, e então é erguido por ele para sua prancha, na posição correta para velejar.

 

tec. Nome de escala de intensidade de vento, criada por sir Francis Beaufort.

 

(body drag)
tec. Manobra de freestyle na qual o velejador retira os pés da prancha temporariamente arrastando-os na água, e depois retorna à posição inicial.

 

(daggerboard)
tec. Grande "quilha" retrátil situada no meio de vários modelos de pranchas grandes. Facilita a orça e o equilíbrio, mas deve ser recolhida ao arribar e em ventos mais fortes.

 

(to pump)
gir. ... a vela para frente e para trás auxilia o planeio em ventos fracos.

 

tec. O lado esquerdo da embarcação, considerando-se a proa como sua frente .

 

(to tack)
tec. Troca de direção e de lado pelo qual a vela recebe o vento de forma que se olhe o vento de frente no ponto intermediário da curva.

 

tec. Lado direito da embarcação (olhando da popa para a proa) . A palavra vem de estibordo, com supressão da sílaba final e transposição da penúltima para o começo. Essa modificação foi necessária para se evitar a confusão de sonoridade durante uma instrução de manobra com bombordo.

 

gir. Quando está ventando muito.

 

gir. "Bons Ventos". Saudação usada na lista de discussão.

 

()
inglês. Modalidade de velejo onde se faz uso das marolas para saltar (chop-hops), ou ainda, classificação de tipo de prancha para esta modalidade.

Alto


()
tec. Qualquer corda usada no meio náutico.

 

tec. Puxar (um cabo, vela, etc.)

 

gir. Ver prego.

 

(lull)
tec. Falta de vento.

 

tec. Mudança da posição da vela, para que ela receba o vento pelo outro bordo. Ver jibe e bordo.

 

(camber)
tec. Dispositivo de plástico na ponta da tala que abraça o mastro. Ajuda a manter a forma da vela. Ajuda a velocidade e estabilidade, mas às custas de manobrabilidade, peso e facilidade de uso da vela.

 

gir. Modo abreviado de se referir à "Ponta das Canas", pico de velejo leste na Ilhabela.

 

(white caps)
gir. Cristas esbranquiçadas das ondas, que acusam existência de vento bom para a prática de windsurf.

 

(hull)
gir. Para se referir apenas à prancha. Nome herdado de veleiros.

 

(catapult; ser catapultado: get slammed)
gir. Tombo espetacular, no qual o velejador é arremessado pela frente da prancha, tendo como conseqüência provável algun$ prejuízo$...
(spinout)
tec. Ver spinout
inglês. Marola, pequena ondulação gerada pelo vento forte.

 

()
inglês. Velejar, ou executar manobras, com a vela "invertida", na posição onde o olhal fica mais próximo à proa.

 

(outline)
tec. contorno do fundo da prancha

 

(course board)
inglês. tec. Tipo de prancha muito larga e com quilha enorme, o que facilita o planeio e a orça, mas dificulta manobrabilidade e desempenho em água batida ou ventos fortes.

 

inglês. Multidão.

 

(rocker line)
tec. Curvatura longitudinal do fundo da prancha.

 

(custom)
tec. Prancha feita sobre medida para as necessidades do velejador.

Alto


inglês. Cabo que prende a vela ao pé do mastro.

 

inglês. Ver arribar.

 

gir. Descer da crista da onda (do inglês "to drop").

 

inglês. Jibe no qual o velejador se agacha (em inglês, to duck) girando a vela pela popa da prancha.

 

inglês. É um bordo utilizado apenas em campeonatos de freestyle ou Just For Fun. A vela é passada para o outro lado, mas ao invés do velejador passar pelo lado do mastro ele passa por trás da esteira e pela rabeta da prancha.

Alto


tec. e inglês. Parte afiada da borda da prancha.

 

Mig embandeirando em Jijoca (CE) (tail walk)
tec. Velejar por alguns segundos apoiado apenas na rabeta, com o bico aproximadamente um metro acima da água. Prováveis causas: "overpowered" e com quilha grande.

 

(gear)
gir. Abreviação de "equipamento".

 

(tack)
tec. Parte inferior da vela. É delimitada pelo olhal de testa e olhal da esteira.

 

tec. (Palavra em desuso.) Ver boreste.

Alto


gir. ou inglês. Água sem ondulações, lisa.

 

(forward loop)
inglês. Loop no qual a rotação da vela é para frente. Este é o mais comum e mais fácil de executar.

 

inglês. Prancha pequena e de bom desempenho, derivada das slalom, feita para ser usada em uma ampla gama de condições.

 

tec. inglês. Competição ou tipo de velejo onde o que importa é a originalidade, plástica e grau de dificuldade da manobra.

 

tec. Tipo de competição em que podem ser inscritas uma prancha (do tipo course, produzida por fabricantes credenciados) e três velas por competidor. É a categoria que mais cresce em número e qualidade de velejadores atualmente no Brasil e no mundo todo.

 

(funboard)
tec. Prancha destinada a ser usada em condições de planeio.

Alto


Alto

inglês. ou Helicopter Tack, é um bordo onde se "empurra" a vela contra o vento durante a transição, fazendo com que o velejador não passe pela proa da prancha.

Alto


(IMCS)
tec. Indexed Mast Check System - Método reconhecido internacionalmente de medição da rigidez e características de curvatura do mastro. Geralmente seu grau varia entre 17 e 32.

 

Alto


(gybe)
inglês. Troca de direção e de lado pelo qual a vela recebe o vento de forma que se dê as costas para o vento no ponto intermediário da curva. Normalmente a vela gira pela proa da prancha (exceção: duck jibe).

 

inglês. Jibe no qual a troca de direção da prancha é feita no ar, após um salto.

Alto


(harness lines)
tec. Conjunto de dois cabos, fixados simetricamente em laço em cada lado da retranca, onde se engancha o trapézio.

 

inglês. Ver .

Alto


inglês. Jibe no qual a vela é deitada (em ingles, lay down) paralelamente a agua, quase tocando a mesma.

 

()
tec. Linha imaginária paralela à direção do vento .

 

(loop)
inglês. Salto no qual o velejador dá um volta completa com a vela no ar.

Alto


()
gir. tipo de jibe mal sucedido quando o mastro cai na água, por cima do velejador, com muita velocidade.

 

(onshore)
tec. Direção do vento soprando do mar para a terra.

 

(mast)
tec. Geralmente identificados pela porcentagem de fibra de carbono (30, 55, 75, 90 ou 100) que contém, seu comprimento (430 - 550 cm) e o índice IMCS (25 - 32).

 

()
gir. Vento fraco demais para o velejo.

 

gir. Velejador que se dá bem com vento fraco, em geral os "pesos penas". No vento forte, costuma amarelar e vai para a praia esperar o vento baixar. :-)

 

gir. Quando o vento começa a diminuir. Ih, o vento tá miando!

 

(nautical mile)
tec. Medida de distânca igual a 1852 metros. A razão do número quebrado é que uma milha marítma corresponde a um minuto (1/60) de grau de latitude na superfície terrestre. Assim, a distância do polo norte ao polo sul é 180 (graus) vezes 60 (minutos por grau) = 10800 milhas marítmas.

 

inglês. Jibe onde o velejador executa uma volta pela frente do mastro durante a transição.

 

(monofilm)
tec. Material transparente com o qual atualmente são feitos os painéis das velas de windsurf.

 

(mylar)
tec. Filme de poliester usado na fabricação da vela.

Alto


(knot)
tec. Medida de velocidade igual a uma milha marítma por hora.

Alto


inglês. Ver terral.

 

(clew)
tec. Anel metálico por onde se amarram cabos numa vela.

 

inglês. Categoria de pranchas com as quais são disputadas as regatas das Olimpíadas.

 

inglês. Ver maral.

 

(go upwind)
tec. Aproximar o bico da prancha da linha do vento.

 

inglês. Cabo que prende a vela na extremidade traseira da retranca.

 

gir. Forma abreviada de overpowered.

 

inglês. Caçar bastante a vela durante o jibe com o objetivo de executa-lo sem parar de planar.

Alto


ingles. Carpete de espuma ou borracha colocado na zona onde ficam os pés do velejador (sob as alças) para absorver impactos e evitar escorregões.

 

(panel)
tec. Seção da vela, geralmente feita de monofilme transparente e dividida de outras seções pelas talas

 

(foot)
tec. Unidade de comprimento equivalente a 30,48 cm.

 

(mastfoot)
tec. Conecta o mastro à prancha através de uma junta universal, o que permite rotação de 360 graus do rig .

 

tec. Local apropriado para o velejo de windsurf.

 

inglês. Ou Spinning Jibe, ou Slam Jibe, ou Scissor Jibe, é um jibe onde o velejador força a rabeta da prancha para dentro dágua fazendo com que a a prancha pivoteie rapidamente e complete a transição.

 

(to plane)
tec. Velejar com uma velocidade tal que apenas uma pequena área da prancha toque a água, como ocorre num esqui aquático.

 

(fin box nut)
gir. Ou "chapinha", também como é conhecida a porca que corre no trilho de fixação do pé-de-mastro.

 

(boom front end)
tec. Extremidade dianteira da retranca, que se fixa ao mastro.

 

tec. Parte de trás de qualquer embarcação.

 

inglês. Jibe em que primeiro vira-se a vela para só depois trocar os pés.

 

(board)
tec. Existem várias categorias: Slalom, Funboard, Course, Wave, Freeride, Freestyle, One Design.

 

tec. Conjunto de regras mundialmente aceitas por todas as embarcações, a fim de evitar colisões. É muito importante todo velejador conhecer pelo menos as principais, que são:

Tem a preferência:

  1. Em bordos distintos (num cruzamento), quem está com a vela à esquerda (lembre-se que esquerda é BOMbordo, o bordo bom)
  2. Com velas do mesmo lado, quem está orçando mais.
  3. Quem tem MENOR mobilidade. Assim, geralmente uma embarcação à vela tem preferência sobre uma a motor. Mas há exceções, como quando cruzamos um petroleiro no Canal de São Sebastião, ou um barco de pesca soltando a rede.

Não basta ao barco sem preferência se desviar, pois isto deve ser feito com bastante antecedência e definição, enquanto que a embarcação com preferência deve manter o rumo. As regras obrigam a embarcação sem preferência a se afastar, mas não garantem o direito da embarcação com preferência, ou seja, a embarcação sem preferência é obrigada se afastar, mas no caso de não faze-lo, a embarcação com preferência tem a obrigação de evitar o contacto. Por isso a manobra feita com antecipação e de forma clara é indispensável, pois permite à embarcação com preferência decidir que ela é que deve se desviar, pois talvez a outra não tenha como se desviar por qualquer motivo. Isto é definido desta maneira para se evitar os choques a qualquer custo. Nesta hora não importa quem tem razão ou não, o que importa é evitar o contato.

 

gir. 1- Quem veleja mal (porque prego afunda, ou porque fica "pregado" na prancha, sem mobilidade). 2- Forma de chamar velejadores amigos (muy amigos!)..

 

tec. Parte da frente de qualquer embarcação.

 

inglês. Back loop que se executa empurrando a vela contra o vento.

 

(uphaul)
tec. Cabo pelo qual se levanta a vela quando esta está na água.

 

(PWA)
tec. Professional Windsurfers Association. Entidade que organiza o campeonato mundial.

Alto


(fin, skeg)
tec. Situada na rabeta, dá estabilidade direcional à prancha. É peça intercambiável, com tamanho e forma acompanhando a variação do tamanho da vela usada (quanto maior a vela, maior a quilha), e função (orça, manobrabilidade, etc.)

 

gir. Quando se veleja em vento muito forte com bolina extendida, ou quilha muito grande, a prancha tende a virar de "quine" para sotavento, causando desconforto ao velejador, e ocasionalmente catapultas.

 

inglês. Nome bonito dado a TODA sua "tralha" de windsurf, mais constantemente usado para descrever seu conjunto de pranchas.

Alto


tec. A popa da prancha.

 

(raf)
tec. Vela sem cambers.

 

inglês. Borda da prancha.

 

()
tec. Percurso, em geral demarcado por bóias, onde ocorre uma competição.

 

(gusty)
inglês. Vento com grande variação de velocidade.

 

(boom)
tec. tubo de alumínio (ou fibra de carbono) curvo que se prende ao mastro e à vela.

 

inglês. Nome dado ao conjunto (montado) de vela-mastro-retranca.

 

(skewing)
tec. Usado para designar mudanças de direção do vento durante um través, bordejada, ou orça.

 

gir. Velejo ruim. Possíveis causas: 1- Sair pra velejar e o vento acabar totalmente, tornando a volta muito difícil ou quase impossível. É uma das piores experiências de um velejador. 2- Quando o equipo quebra na água.

Alto


gir. Sacola bem grande usada para carregar principalmente velas e mastros. Alguns chegam a colocar até mesmo a retranca, porém desmontada. Normalmente leva 3 velas e 3 mastros.

 

(gearbag)
gir. Capa de grandes dimensões usada para transportar mais facilmente todo o equipamento em viagens de carro ou avião. Seu nome deve-se à semelhança de seu formato com o dos egípcios.

 

inglês. Direção do vento soprando paralelamente à praia.

 

(slalom)
tec. Prancha pequena que privilegia a velocidade.

 

(overpowered)
tec. Estar com excesso de potência em função do tamanho exagerado da vela para uma dada intensidade de vento.

 

inglês. Vide Heli-Tack

 

inglês. Fenômeno hidrodinâmico causado pelo surgimento de uma turbulência indesejada na face da quilha voltada para barlavento. A sensação é a de que a quilha tenha desaparecido, e a prancha começa a andar em ângulo de 45 graus em relação ao seu deslocamento. Possíveis causas: quilha pequena para o tamanho da vela, muita pressão do pé de trás sobre a prancha, salto durante orça. O nome técnico é cavitação.

 

(leeward)
tec. O lado para onde vai o vento .

 

inglês. Manobra complexa onde o velejador dá um 180º com a prancha, logo seguido de um 360º com a vela e finalizando com o complemento do 360º da prancha. Muito rápida, impressionante e bonita. Foi apresentada por Josh Stone num campeonato de Freeride em Fuerteventura.

 

inglês. Jibe em que primeiro troca-se os pés para só depois virar a vela.

 

(straps)
tec. e inglês 1. Alças 2. Cinta usada para prender o equipamento no bagageiro do carro.

 

inglês.

Alto


inglês. Salto no qual o velejador levanta a prancha no ar fazendo-a parecer o "topo de uma mesa".

 

(batten)
tec. Vara flexível de fibra de vidro ou carbono que sustenta o formato da vela.

 

(offshore)
tec. direção do vento soprando da terra para o mar.

 

(luff)
tec. Parte da vela próxima do mastro em todo seu comprimento.

 

(transition)
tec. Momento em que mudamos o lado da vela em diferentes tipos de jibes e bordos.

 

(harness)
tec. Espécie de cinto com gancho usado para se pendurar no kit trapézio, aliviando a tensão dos braços do velejador. A melhor invenção para o windsurf depois da vela!

 

(abeam)
tec. Direção perpendicular ao deslocamento da prancha.

 

tec. Manobra de freestyle na qual o velejador gira 360 graus em torno de si mesmo, continuando a velejar na direção inicial.

Alto


inglês. Ver orçar.

Alto


(wipe out)
gir. Tombo.

 

(leech)
tec. Borda da vela que vai do topo do mastro à extremidade traseira da retranca.

 

()
tec. Resultante do vento real com o vento induzido, criado pelo movimento do rig. É o vento que é sentido pelo velejador em movimento.

Alto


(waterstart)
inglês. Técnica usada para voltar fácil e rapidamente a velejar de depois de uma queda. Na água, o velejador ergue o rig o suficiente para encher a vela com vento, e então é erguido por ele de volta à sua prancha, na posição correta para velejar.

 

()
inglês. Prancha ou vela desenhada para o uso em ondas.

 

inglês. Salto em que o velejador joga a rabeta da prancha por trás de suas costas e aterrisa com o bico da prancha.

 

(windsurf)
inglês. O esporte mais legal que existe...
(windsurfing)
inglês. Veja aqui o verbete na Wikipedia (em inglês).

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